Wednesday, March 31, 2010

...

Softly, I move away myself from you..
And I move my self from my dreams too..

Sintonia

Saber amar é esperar, não apenas a vontade do outro, mas de saber-se o momento.
Não do momento oportuno, mas sim do tempo.
Pois que para quem sabe amar, a paciência é parte e impaciência à parte.
Saber amar é ensinar e aprender, sem mesmo o saber fazer.
Pois que não se impõe e apenas se deixa ser.
Quem sabe amar tem um modo de ser não prepotente e um jeito delicado e sensual de quem sabe dar-se.
Saber amar é estar sintonizado.
E nem está preocupado pois que é tão espontâneo...
Quem sabe amar sempre sabe até o que o outro quer dar...
Saber amar é estar sempre atento, àquilo que pode nem ser dito, mas que de alguma forma foi expressado em gestos, em olhares, em suspiros e silêncios.
E há sempre que reconhecer, que compreende tudo, mas não aceita todas as desculpas e há de com jeito fazê-las explicar, talvez com um pouco de renúncia, pois mais adiante ela se desfaz inteira, por ser dual e não unilateral.
Existe um tom de amizade sempre a todo momento, na pessoa que sabe amar.
Mas não se aprende por experiência, ou à força. Exitem energias mais fortes que as nossas próprias...
De amor em amor, quem sabe amar tem o dom e apenas o pode deixar fluir tranquilo, quando encontra aquele que sabe entender como receber esse amor.
Quem sabe amar entende que vai se fazer falta e a falta que lhe faz o outro.
E ainda assim sente-se triste por provocar essa dor e  isso faz parte do amor e de quem apenas sabe amar.


Texto de Vinícius de Morais.
Adaptado por CaLua.

Tuesday, March 30, 2010

Túnel

Túnel de luz.
Túnel vagabundo e rabugento.
Um túnel que faz parte da minha construção.
A transformação que invento com as minhas próprias mãos, com a minha própria arte de viver.










Não digam de cor:  Há uma luz ao fundo do Túnel!!!








Eu vi, e realmente há luz no fim do túnel, naquele que encontrei...ou que me encontrou?

Monday, March 29, 2010

Mar Alto


As tempestades, o nevoeiro, a neve, são coisas que por vezes te atrapalharão. Nessa altura, pensa em todos os que as conheceram antes de ti, e diz simplesmente: o que os outros conseguiram também eu hei-de conseguir.

(Saint-Exupéry, Terra dos Homens)

Friday, March 26, 2010

CaLua

                                                     Today I am with the Moon..

Thursday, March 25, 2010

Porta Empenada

Sei que já construí os alicerces, e que agora tudo o que semear é para a construção de uma base mais sólida, a cada dia que passa mais e mais me encontro comigo mesma, ainda que corra o risco de me tornar de tal forma autónoma no sentido narcísico ao ponto de embater contra a minha própria parede interna, também sei que posso arriscar e conseguir  encontrar o caminho de uma libertação de certas amarras que me tolhiam os passos e me fechavam a boca, me prendiam as pernas e me vendiam os olhos.
Assustadoramente estive presa numa gaiola, que "PLIM" descobri que sempre tivera a porta empenada... sair e não sair dela é uma opção igual a ela mesma, porque a liberdade é um conceito vazio, como sempre disse, e a dependência narcísica vencedora, como tenho vislumbrado.


Mas atenção, sempre o disse, sabem porquê? Porque olhava atentamente para as gaiolas penduradas ao lado da minha e era isto que aprendia... e gritava-lhes, como um canário que "canta" numa gaiola fechada...  

A Magnificência mostra a conquista de uma estabilidade interior, que vem com uma sensação de conhecer a minha história, entender como surgiu e para onde vai, ou querer que ande mais... que ande!
Sempre me disseram que para plantar era necessário ter um solo fértil, sementes e bom clima. E que depois nem tudo dependia só do nosso esforço, seria sempre necessária encontrar a possibilidade de contar com os outros e também com elementos externos para compor as próprias bases. E hoje, percebo que é verdade... E é uma verdade, bonita. Eu já sabia que era verdade, mas era uma verdade, para mim, banal. Agora é uma verdade bonita e é mais agradável assim. Pois é.
Estou disposta a equilibrar a ansiedade do momento porque o meu Ser quer fazer tudo e mais um pouco.
A esta ansiedade chamo - Inovação - como elemento de evolução. Ansiedade? Sim, é uma palavra feia e dura que se bem trabalhada se transforma, tal como o caos em harmonia, ou como uma minhoca, que depois afinal, é uma borboleta, e que coisa deslumbrante... uma borboleta!?
Esta força, que alguns têm é a grande virtude humana. A força de um esforço dirigido à própria inspiração que sentimos dentro de nós e que nos grita que existe algo mais que ainda não conhecemos...

Tuesday, March 23, 2010

Sinto-me assim:

Foto By Clark Little

Num mundo em que a vida se une tão bem à vida, em que as flores se casam umas com as outras no próprio leito do vento, em que o cisne conhece todos os cisnes, só os homens constroem a sua solidão.
(Saint-Exupéry, Terra dos Homens)

Saturday, March 20, 2010

Vende-se - Uma mala cheia de tolices!

… ainda estou bem segura ao muro e embora alguns perdidos me possam encontrar, não conseguem fazer com que eu o largue, porque depois terei que caminhar sozinha e sem rumo afectivo... basta-me subir e pular outra vez, ou na subida encontrar uma mão que me puxe com a força necessária e justa.
Percebi que existem muitas pessoas deste lado e que se relacionam umas com as outras sem custos... digo Custos Emocionais…porque o resto, terá sempre que se pagar, mais cedo, ou mais tarde? Estarei errada?
São os e as profissionais.

Como? Desculpe? Não oiço? Não devo falar? Não devo dizer o que penso? É uma tolice?
Sempre fiz tolices, sempre disse tolices, eu sou uma tolice, pronto,  e as tolices são uma forma e não uma contra-forma…
Eu não sou aquela e a outra e existem por aí muitos e tantos, e continuo por isso bem tola, porque é mais digno dizer tolices... 
Todos temos medo. É a consciência de um adulto cada vez mais adulto. Cuidado com o bicho PAPÃO!!
Mas a liberdade é um conceito vazio e existe quem ainda não se tenha dado conta disso e, no entanto, a dependência narcísica, vencedora!


E quando assim é, não é desafiante!


Vendo uma mala cheia de tolices!
Quem compra? É uma pechincha!!

Saturday, March 13, 2010

Contra Luz

e nem que seja a ContraLuz... porque se sentes um alívio interior, então tens a certeza que estás certo...


http://www.youtube.com/watch?v=dRTqFjflgto


As palavras e o António, tocaram-me imenso e são simples... simples... e o resto está bonito.
Está bonito, dei por mim a olhar para aquilo e a surpreender-me e a pensar: ops! Está bonito, pá!
Vive, porque afinal é o que temos e depois sabemos lá???  E a vida está cheia de coisas boas! Temos é que saber "torneá-la" bem... faz parte do treino, meus amigos!

Saturday, March 06, 2010

Sunday, February 14, 2010

MURO cru

Não quero viver de fantasias, quero viver de realidades fantásticas.
Medo das palavras? Não. Nunca tive. Das palavras, não propriamente.

Mas a perplexidade deixou-me muda.
É tudo claro e evidente, e se o medo é a falta do entendimento da "coisa"... essa falta... essa não existe.
Às vezes deitamos fora coisas preciosas… mas elas continuam a ser preciosas…

Apenas.


















Apenas?

Friday, February 12, 2010

RAGS HUMAN LIFE

Instalação de Vídeo-arte
Namora Caeiro
(acervo da Faculdade de Belas Artes de Lisboa - FBAUL)
.../...Video art installation
Namora Caeiro

(collection of the Faculty of Fine Arts of Lisbon - FBAUL)


Clica no link e diverte-te:

http://animevanessanamoracaeiro.blogspot.com/search/label/%23%202006%20.%20Happy%20Family%20.%20Rags%20Human%20Life.

http://www.myspace.com/flashclic_nakedmonkey

Sinopse / Synopsis:
Primeiro um corpo, depois uma perna e outra, mais adiante uns braços, olhos, boca nariz, cabelo e "voilá". Duas personagens, um casal maravilha entra em cena. Bonecos feitos de trapos, cosidos, furados e moldados, onde a linha não é tímida, contracenam em pequenos ecrâs, cenas do dia-a-dia. De união e desunião, desde relacionamentos às básicas necessidades humanas, numa miscelânea de realidade nua, contada numa linguagem animada e remendade...ou talvez não!
.../...
First a body, then a leg and another, below some arms, eyes, mouth, nose, hair and voilá. Two characters, a wonderful couple enter into play. Dolls made of rags, stitched, pierced and shaped, where the line is not shy, act on small screens, scenes of day to day. Of unity and disunity, since relationsships to the basic human needs, a miscellany of naked reality,told in a animatedand patched language ... or maybe not!
Pequena nota minha:
Namora Caeiro, é uma artista genial e exclusiva! UFA! Espreitem! Calua!

Saturday, February 06, 2010

VIDEO A MOTA

Para quem quiser viajar um bocadinho...
Espreitem o blog dos Ten_Tart...

www.tentart.blogspot.com

A MOTA anda aí... e silenciosamente.
Boa Viagem!

Tuesday, December 01, 2009

Tanto é flor na Hora certa, como presente fora de Hora

"Pois é". Quando tal diálogo acontece e duas pessoas percebem, vem a dúvida... Não está disposto na lei
da vida que duas pessoas se saibam amar. O normal é as duas não saberem.
Quanta gente prefere viver com alguêm que "sabe" amar, mesmo que não o ame.
Mas o Universo, a Energia, sabe mais do que nós...
Tanto é flor na hora certa, como presente fora de hora... é...
A coisa só tem sentido quando é sentida. O amor é especulativo, como são estas palavras. Demorei para entender que querer amar não é o mesmo que amar.
Quando aquela pessoa chega, não a desejas porque apreciam as mesmas coisas, simplesmente a desejas.
Querer estar acompanhado não é o mesmo que ter alguém efectivamente a seu lado.
Porque só te acompanha de verdade quem realmente toca a tua alma e não uma versão de prateleira vitaminada. Pode vir sem nutrientes, fazer tonturas e muitas dores e cais em overdose...
A nossa melhor companhia ainda somos nós mesmos porque definitivamente não é fácil encontrar quem caiba no banco do lado desta viagem.

Friday, November 20, 2009

Nem Sempre

(...)
Nem sempre sou igual no que digo ou

(escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
(...)
Fernando Pessoa

DIVIDIDA

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Fernando Pessoa

Wednesday, September 16, 2009

O CISCO E A ESPIRAL DO CONHECIMENTO




O Cisco e a Espiral do Conhecimento da Companhia de Teatro Piupardos arrancou no fantástico Teatro Campo Alegre, no Porto, em 2009!
Estivemos por lá todas as manhãs e tardes de 2 a 6 de Novembro. Com um público fantástico e uma recepção calorosa!


Obrigada!Parabéns também à nossa incansável encenadora Sónia Aragão!

2009 / 2010/ 2011 pelos Teatros de Portugal

O CISCO E A ESPIRAL DO CONHECIMENTO

AUTORIA E ENCENAÇÃO DE: SÓNIA ARAGÃO
COM ANA LÁZARO, DAVID MESQUITA E PATRÍCIA CAEIRO
"...SERÁ QUE TODAS AS REALIDADES EXISTEM SIMULTANEAMENTE ?..."
SinopseO espectáculo começa numa noite de chuva. Francisco, um adolescente amante do skate e de rap, tenta passar o nível de um jogo. Uma partícula de luz, gerada por um relâmpago, entra no quarto de Francisco e transporta-o para um universo paralelo.
Nesta nova realidade, entre o explodir de trovões e o uivo do vento, Francisco, que tem um braço e uma perna engessados fruto de uma queda de skate, descobre este ponto de luz, que se move criando formas geométricas. O medo tolhe-lhe a razão e os movimentos ainda mais que o gesso. Mas à medida que esta partícula luminosa, este cisco de energia comunica com o Francisco através da matemática, animando a sua vida. Francisco, juntamente com a sua irmã e o computador, amigo inseparável nesta aventura, tenta decifrar enigmas, faz perguntas, pesquisa, dá respostas, coloca hipóteses, raciocina... e entra nesta grande aventura da descoberta de quem somos.
Oscilando entre a ficção científica, a comédia e a matemática, o espectáculo desenvolve-se ao ritmo do rap, numa atmosfera juvenil e envolvente.
A Companhia de Teatro Piupardos, com o patrocínio do Optimus Kanguru e-escola e da Porto Editora, espera abrir um caminho para a imaginação dos espectadores e ser um veículo para o prazer de aprender.

Saturday, May 30, 2009

Teatro Reflexo_ A MOTA_ TEN_TART


APRESENTA :

A MOTA
Em cena dias 11 e 12 de setembro de 2009
Sexta e Sábado
21h30
Teatro Reflexo, em Sintra.

TEN_TART
Grupo de Teatro e Animação

Tuesday, April 14, 2009

Não me parecia Ultrapassável

Não digas nada, acredita só que cheguei faz pouco tempo.
Deixa-me falar-te de tudo o que sei. Passou tanto tempo, ouve-me só e acresecenta um sorriso a esta solicitude branca. Eu não falo muito como vês, nunca falei muito, porque achava inútil. Sabes vou vivendo... e puff...
A confusão não me parecia ultrapassável. Tudo se tornou, ou pelo menos tornar-se-á, o pânico existente, que não nos eleva e tão pouco aclara o que para nós é obscuro. E no entanto, tudo o resto permanece em movimento, fluindo com invariável vigor. Resta-me porém estar atenta. Admito esforçar-me o bastante para conceder à minha vida um caminho necessário e transparente. Apesar de tudo, acabo por não ter só um. Acabo por ter vários. Mas todos me levam invariavelmente ao mesmo destino, que eu, desde cedo, conheço, mesmo sem previamente o saber.
Sinceramente o dramalhão, não faz parte dos meus desígnios, embora eu o queira parecer. Eu soube sempre quem devia amar, o que devia amar e porque devia amar. Só não sabia como.
Assim desconfio que apesar de tudo, o que me vier a suceder no futuro será o resultado de eu querer o que quero, mesmo que não aprecie o que me suceda, mas pela mera circunstância de querer. Porque todos queremos. Não importa o quê.
Não há imagem mais deprimente do que contar o tempo para trás e actuar-lhe um espessissímo fio condutor que nos possa explicar razoavelmente esse inconstante. Nunca convém ser muito explicável, se calhar nem definivel. Durante tempos, vivi em absoluto abcecada com a idéia de me definir rigorosamente. Depois cheguei à feliz conclusão de que isso não era importante. Não era nada importante. A expontaneadade perdia-se inteira em absurdas ruminações. Nunca somos uma só coisa. Que se deve ser uma desordenada colecção de experiências felizes ou infelizes, prováveis ou improváveis, é uma evidência simples que até nem trás muito de novo, e que a vida é um risco, é um pólido lugar comum que não surpreende nem atemoriza, todos nós o sabemos.
Recordo-me, quando me aproximáva, tão apressadamente, dos trinta anos, que concebia essa época como um futuro longinquo e não pensei sequer que ela viesse. Mas queria e muito que ela chegasse. Pergunto-me hoje, se tal desejo, não acertou no longiquo e errou no admirável. Pergunto-me hoje se quero. Às Vezes. Outras vezes expremo-me de entusiasmo por saber que foi cruzada a fronteira. O delirio oxcilante é um pouco patético. No fundo só se trata de uma vago acréscimo de... idade.
Quando se lê, sem uma indespensável moderação, corre-se o risco que "aquele" mundo passe a ser o nosso "único" mundo. Depois, com excesso de sabedoria a nossa liberdade simplifica-se e acabamos por perdê-la. O terreno que se pisa, foge-nos movediço. O que há para ler, não é lido. O que é lido, é mal lido. O que foi lido, espera ser lido outra vez. Nesta correria, o mundo observa-nos com a sua infinita paciência que oscila com batidas cardíacas aceleradas e constipadas que, por vezes, tomamos por escárnio.
Quanto ao meu presente, concluo que o amo, ainda que por vezes o veja enegrecido, até porque vistas bem as coisas nunca o senti assim. Ou senti pouco. Era meu costume cansar-me dele por razões de mimo, esquecendo-me que antes o desejára quando este mais não era que uma segura promessa do tempo. No passado cabia o desdém, no presente um inexplicável langor, no futuro uma espantosa cobiça.
E agora, às vezes, serão as únicas palavras que sei que sei...
O às vezes é mais certo que o correcto.

http://www.youtube.com/watch?v=oqSulR9Fymg&feature=related

Wednesday, March 11, 2009

Princípio de Peter

Já pensaram como todo um bando de idiotas consegue dirigir os seus escritórios, fábricas ou lojas? Eles, como todos sabemos, não conseguem sequer organizar uma bebedeira numa cervejaria, mas o que não sabemos é como conseguiram chegar até lá acima. A resposta é-nos dada em

PRINCÍPIO DE PETER

"Neste interessante livro, os autores explicam que as pessoas tendem a ser promovidas até atingirem um posto que não conseguem ocupar competentemente. E, nessa altura, é demasiado tarde para os tirar de lá. Existe um toque arrepiante de verdade por trás de tudo isto."
Daily Mirror

Nota: só para partilhar isto mesmo!!!